15 janeiro, 2015

Moradia versus apartamento

Eu vivo numa vivenda há já 13 anos. Mudei-me quando estava grávida do primeiro, o que foi bom porque não pude ajudar na mudança (eh, eh). É muito bom e agradável ter um espaço cá fora. Este ano já colhi as minhas primeiras limas (não, não foram para os mojitos...ainda não...), enchi a fruteira com os meus kiwis e na semana passada plantámos mais um limoeiro, uma laranjeira e uma amoreira. E depois tem o verão e até mesmo de inverno, sempre que o sol permite, as refeições que são feitas cá fora ao ar livre. E agora chegado o inverno, acende-se a salamandra e vai-se queimando a lenha que é preciso carregar cá para dentro e as pinhas que se apanharam em família num qualquer fim de semana na mata da aroeira.
Mas, admito, tenho dias que um calor entra por mim adentro, transforma-se numa ira descontrolada de raiva. Porque viver numa moradia também implica, acho eu (porque já não me lembro quando vivia no apartamento) mais trabalho. O prazer de entrar na sala e ver o chão imaculado, só acontece quando passo a esfregona, e só nesse preciso momento. 5 minutos depois...se calhar bastam 2 minutos e o chão tem de tudo um pouco. Lixo que vem diretamente do jardim e dos pés sujos, a lama da  Snow (salvo aquela que ela deixa na nossa roupa quando se atira para cima de nós) chocapic e estrelitas pisadas, restos de cinza e aparas de madeira. E durante uns segundos ficamos a pensar se a coisa não correria melhor num qualquer T2, vá no máximo T3...Mas pronto, como se diz, era bom, mas não era a mesma coisa, pois não?


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 (atenção que este não é o meu jardim....mas podia, não podia???)

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