Hoje trago-vos uma vista bonita, tirada de uma bonita cidade, a minha cidade, minha e de todos..claro. Refiro-me à cidade de Lisboa. Não que o nosso pais não esteja carregado de cidades bonitas, vilas inspiradoras e aldeias românticas. Mas como devem compreender a cidade onde nascemos é como os nossos filhos: são sempre os mais bonitos do mundo.
Consegui finalmente ir visitar um espaço que há muito estava na lista dos locais especiais tipo " must go". Refiro-me ao Chapitô. Fica para cima do Miradouro de Santa Lúzia, a caminho do Castelo de São Jorge. Portanto uma zona de ouro para qualquer Lisboeta.
Subi inúmeras vezes aquelas ruas, cimo ao Castelo, cujas portas estavam sempre, inevitavelmente, fechadas. Porque foi sempre de noite e sempre na noite de Santo António. Mas essa é outra história, da minha história.
O espaço do Chapitô é simples, percebe-se que tudo se aproveita para ajudar na decoração. Tem uma bar e uma esplanada onde se vê aquilo que esta foto mostra e muito mais...
Da esplanada pode ver-se o grande parceiro de Lisboa, ou seja, o Tejo. Vêm-se ainda as casas irregulares, com as suas chaminés e entendais de roupa a secar, ao sol e ao vento e as antenas, para todos os gostos. É impressionante a proximidade das casas. Juntinhas umas às outras, como as árvores num qualquer pinhal.
Mais ao fundo no retrato perfeito, aquela figura de pedra que nos pede um abraço a todos, o Cristo-Rei.
Fui de dia ao Chapitô mas fiquei com curiosidade de tornar a ver aquele postal de noite.
O bar e restaurante oferecem pratos diversos tanto quanto pude verificar.
Mas também podemos ficar por um café e um chocolate quente para os miúdos. Tem ainda uma pequena loja de artigos artesanais (bijuteria, decoração....)
Gostei, gostei do que vi, gostei de andar por aquelas ruas, muitos turistas, muitas lojas de souvenirs de Portugal.
Até vi à venda aqueles galos que mudam de cor consoante a temperatura. Não sabia que ainda se fabricavam. Perdi horas a olhar para este bicho quando era pequenita. Porque ainda não havia o windguru :)
Tenho que lá voltar de verão e à noite. Fica aqui o compromisso.
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12 fevereiro, 2013
01 fevereiro, 2013
Lisboa do meu coração
Nasci em Lisboa e por lá vivi até aos 26 anos. Altura em que iniciei outra etapa da minha vida e fui viver, em pecado, com o meu namorado, hoje marido. E por isso, deixei Lisboa...
Hoje entrei no blog, pela primeira vez da revista Time Out e recomendo. Click aqui, click ali e às paginas tantas roubei uma foto. Esta foto levou-me à Rua do Sacramento à Lapa e às minhas muitas viagens no eléctrico 27.
Haverá transporte mais bonito, mais português, mais Lisboeta e alfacinha que o eléctrico. Não me parece.
Levou-me longe esta foto e arrancou-me uma saudade enorme, nostálgica, dos bons momentos que passei nas minhas idas e vindas da faculdade que ficava na Lapa. E quando falam da luz que só Lisboa tem, lembro-me sempre deste local. Num misto de rosa e tons amarelos, com o rio Tejo ao longe, a navegar nas suas águas.
Quando numa altura da minha vida conheci Nova Iorque ( e peneiras à parte), recordo-me da minha frustração quando olhava para cima e não via o sol. Era inverno é certo...mas nós que somos portugueses habituámos-nos a ter o sol em todas as estações do ano, certo? Fez-me alguma confusão esta ausência, eu preciso do sol, definitivamente. E preciso de ver Lisboa, de quando em quando.
Obrigada Lisboa e toma conta do meu coração.
Hoje entrei no blog, pela primeira vez da revista Time Out e recomendo. Click aqui, click ali e às paginas tantas roubei uma foto. Esta foto levou-me à Rua do Sacramento à Lapa e às minhas muitas viagens no eléctrico 27.
Haverá transporte mais bonito, mais português, mais Lisboeta e alfacinha que o eléctrico. Não me parece.
Levou-me longe esta foto e arrancou-me uma saudade enorme, nostálgica, dos bons momentos que passei nas minhas idas e vindas da faculdade que ficava na Lapa. E quando falam da luz que só Lisboa tem, lembro-me sempre deste local. Num misto de rosa e tons amarelos, com o rio Tejo ao longe, a navegar nas suas águas.
Quando numa altura da minha vida conheci Nova Iorque ( e peneiras à parte), recordo-me da minha frustração quando olhava para cima e não via o sol. Era inverno é certo...mas nós que somos portugueses habituámos-nos a ter o sol em todas as estações do ano, certo? Fez-me alguma confusão esta ausência, eu preciso do sol, definitivamente. E preciso de ver Lisboa, de quando em quando.
Obrigada Lisboa e toma conta do meu coração.
28 janeiro, 2013
Cais do Sodré e Baixa aí vamos nós....
É mesmo isso, este Sábado fomos para a rambóia. Eu, o meu husbund e alguns amigos.
Deixo aqui o itinerário escolhido para que possam tirar umas ideias, num próximo fim de semana.
Combinámos à porta do restaurante às 8.30 mas chegámos cedo.....então andámos às voltas, eu e o meu mais que tudo. O restaurante ficava na baixa, na rua dos Sapateiros, 177, a que tem uma arcada e é paralela à rua Augusta.
Como estávamos a queimar tempo, fomos à descoberta e entrámos, nada mais nada menos, que no antigo cinema onde há alguns anos passavam filmes para maiores de 18 anos!!!
Aquilo é um local muito interessante, eh, eh, onde por apenas 2 euros se pode ver uma senhora toda descascadinha. São cabines onde com alguma dificuldade me fiz caber, a mim e ao meu marido.
Colocam-se as moedas e abre-se uma janela de onde se vê uma senhora numa cama redonda que se move, move-se a cama e move-se a senhora!!!..o máximo!!!
Andava com curiosidade de ver este tipo de atracção e já está, já vi, finalmente.
Depois daquele curto show lá fomos para o restaurante com mais uma experiência vivida. Sim porque isto na vida devemos experimentar quase tudo :)
O local da paparoca escolhido foi o restaurante Uma, onde, segundo a revista Timeout, tem o melhor arroz de marisco de Lisboa. O espaço é pequeno, muito simples mas cosy. E deve constar em algum roteiro, tendo em conta que se ouvia falar espanhol, italiano, etc
Para entrada serviram-nos queijo com pão e depois escolhemos uns camarões com um molho generosamente picante. A sorte (ou azar) era estarmos longe de casa, porque todo aquele picante mais a visita à casa da luz vermelha..tinha dado em algo mais, certamente!!!
Depois mandámos vir a verdadeira razão porque estávamos ali: o arroz de marisco.
A dose individual custa 10€ e a dose para 2 é o dobro, 20€. Como éramos 5 adultos, optámos por duas doses de cada de camarões e arroz. Chegou bem para todos.
O arroz, não vou dizer que é melhor que os degustados noutras ocasiões em Sesimbra, mas é muiiiiiiito saboroso. E afinal estamos na Baixa de Lisboa. E a nossa Baixa está muito bonita. É um gosto por lá andar. Terei um dia que me dedicar a falar só desta....
Como a noite ainda ia ser longa, ficámos pela cerveja, a qual ia ser a nossa companhia para não haver misturas. É que a Malta no dia seguinte tem os filhos que requerem a nossa atenção e crianças não combinam com ressaca, certo?
Bem, acabado o jantar e pago, deu 15 € por pessoa, com digestivo incluído, lá fomos para a fase seguinte: Cais do Sodré.
Podíamos ter ido a pé, mas desta vez fomos comodistas e enfiámos-nos todos no carro.
Já no Cais, e como chegámos cedo, enfiámos-nos na PENSÃO DO AMOR. Mostrámos a quem não conhecia a livraria para maiores de 18 anos e a sex shop.
Deixámos que aquele ambiente, que só este espaço tem, tomasse conta de nós.
Dançámos, apreciámos, trocámos olhares e cumplicidades, rimos, lambemos mais uma cerveja fresquinha e deixámos-nos estar.
A Pensão é sem dúvida daqueles locais de must visit, must go, must stay de Lisboa. E quanto mais cedo melhor para arranjar mesa e para conseguir ver todos os recantos que tem para oferecer. Depois da meia-noite faz fila para entrar lá dentro....
Quando saímos fomos encher o copo de cerveja num dos muitos bares de porta aberta e ficámos como tantos outros, na rua. Esta rua assim cheia, lembra-me Sagres. Também aqui a avenida principal enche-se de gente gira e bem disposta.
Acabámos a noite no ROTERDÂO, a dançar como se não houvesse amanhã. Entre outros estilos, passa muita música dos anos 80 e 90 e não se paga para entrar.
Chegámos cedo a casa, por volta das 3. Mas com o dever cumprido.
Contrariámos o hábito de ficar no sofá a ver filmes. Contrariámos a vontade de ficar no aconchego do lar com a salamandra ligada. E matámos saudades da baixa de Lisboa que, sem dúvida alguma está na moda, com muita gente a circular nas ruas que nos habituámos desertas e restaurantes cheios.
Regressámos a casa com saudades redobradas da nossa caminha e com vontade de repetir a noite.
Pensão do Amor
Livraria da Pensão do Amor
Entrada para a Rua dos Sapateiros (pelo Rossio)
Uma borboleta disse-me que a Praça do Comércio também está a bombar...fica para a próxima...
Deixo aqui o itinerário escolhido para que possam tirar umas ideias, num próximo fim de semana.
Combinámos à porta do restaurante às 8.30 mas chegámos cedo.....então andámos às voltas, eu e o meu mais que tudo. O restaurante ficava na baixa, na rua dos Sapateiros, 177, a que tem uma arcada e é paralela à rua Augusta.
Como estávamos a queimar tempo, fomos à descoberta e entrámos, nada mais nada menos, que no antigo cinema onde há alguns anos passavam filmes para maiores de 18 anos!!!
Aquilo é um local muito interessante, eh, eh, onde por apenas 2 euros se pode ver uma senhora toda descascadinha. São cabines onde com alguma dificuldade me fiz caber, a mim e ao meu marido.
Colocam-se as moedas e abre-se uma janela de onde se vê uma senhora numa cama redonda que se move, move-se a cama e move-se a senhora!!!..o máximo!!!
Andava com curiosidade de ver este tipo de atracção e já está, já vi, finalmente.
Depois daquele curto show lá fomos para o restaurante com mais uma experiência vivida. Sim porque isto na vida devemos experimentar quase tudo :)
O local da paparoca escolhido foi o restaurante Uma, onde, segundo a revista Timeout, tem o melhor arroz de marisco de Lisboa. O espaço é pequeno, muito simples mas cosy. E deve constar em algum roteiro, tendo em conta que se ouvia falar espanhol, italiano, etc
Para entrada serviram-nos queijo com pão e depois escolhemos uns camarões com um molho generosamente picante. A sorte (ou azar) era estarmos longe de casa, porque todo aquele picante mais a visita à casa da luz vermelha..tinha dado em algo mais, certamente!!!
Depois mandámos vir a verdadeira razão porque estávamos ali: o arroz de marisco.
A dose individual custa 10€ e a dose para 2 é o dobro, 20€. Como éramos 5 adultos, optámos por duas doses de cada de camarões e arroz. Chegou bem para todos.
O arroz, não vou dizer que é melhor que os degustados noutras ocasiões em Sesimbra, mas é muiiiiiiito saboroso. E afinal estamos na Baixa de Lisboa. E a nossa Baixa está muito bonita. É um gosto por lá andar. Terei um dia que me dedicar a falar só desta....
Como a noite ainda ia ser longa, ficámos pela cerveja, a qual ia ser a nossa companhia para não haver misturas. É que a Malta no dia seguinte tem os filhos que requerem a nossa atenção e crianças não combinam com ressaca, certo?
Bem, acabado o jantar e pago, deu 15 € por pessoa, com digestivo incluído, lá fomos para a fase seguinte: Cais do Sodré.
Podíamos ter ido a pé, mas desta vez fomos comodistas e enfiámos-nos todos no carro.
Já no Cais, e como chegámos cedo, enfiámos-nos na PENSÃO DO AMOR. Mostrámos a quem não conhecia a livraria para maiores de 18 anos e a sex shop.
Deixámos que aquele ambiente, que só este espaço tem, tomasse conta de nós.
Dançámos, apreciámos, trocámos olhares e cumplicidades, rimos, lambemos mais uma cerveja fresquinha e deixámos-nos estar.
A Pensão é sem dúvida daqueles locais de must visit, must go, must stay de Lisboa. E quanto mais cedo melhor para arranjar mesa e para conseguir ver todos os recantos que tem para oferecer. Depois da meia-noite faz fila para entrar lá dentro....
Quando saímos fomos encher o copo de cerveja num dos muitos bares de porta aberta e ficámos como tantos outros, na rua. Esta rua assim cheia, lembra-me Sagres. Também aqui a avenida principal enche-se de gente gira e bem disposta.
Acabámos a noite no ROTERDÂO, a dançar como se não houvesse amanhã. Entre outros estilos, passa muita música dos anos 80 e 90 e não se paga para entrar.
Chegámos cedo a casa, por volta das 3. Mas com o dever cumprido.
Contrariámos o hábito de ficar no sofá a ver filmes. Contrariámos a vontade de ficar no aconchego do lar com a salamandra ligada. E matámos saudades da baixa de Lisboa que, sem dúvida alguma está na moda, com muita gente a circular nas ruas que nos habituámos desertas e restaurantes cheios.
Regressámos a casa com saudades redobradas da nossa caminha e com vontade de repetir a noite.
Pensão do Amor
Livraria da Pensão do Amor
Entrada para a Rua dos Sapateiros (pelo Rossio)
Restaurante UMA
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