Não me recordo de tudo nem de todos. Mas as memórias que me
surgem como flashes libertam-me um sorriso...nos lábios...de felicidade quando
penso em Alvarim.
A viagem prometia ser longa e com alguns enjoos pelo meio, a ver as vistas, sempre tão diferentes de Lisboa. Diferentes de Lisboa, do meu bairro, diferentes dos Olivais.
Era a camioneta que nos levava às tão ansiosas férias, depois de esgotarmos nas tardes de galdérice na rua, todas os jogos: às escondidas, ao apanha, aos policias e ladrões , à sirúmba...
Lá para Setembro , deixávamos as brincadeiras de rua e rumávamos às aventuras da aldeia, entre matas, hortas, entre videiras e pessegueiros, lagartixas e galinhas poedeiras, flores e canteiros à farta, tanques de lavar roupa e fontes de água leve e fresquinha. Festas castiças, gente amável e simpática aguardavam-nos e nós sabíamos.
Lá íamos, com um só destino: Alvarim, algures na Beira Alta. Para onde vais? Perguntavam-me os amigos do bairro. Eu respondia com a alma cheia: - Vou par…
A viagem prometia ser longa e com alguns enjoos pelo meio, a ver as vistas, sempre tão diferentes de Lisboa. Diferentes de Lisboa, do meu bairro, diferentes dos Olivais.
Era a camioneta que nos levava às tão ansiosas férias, depois de esgotarmos nas tardes de galdérice na rua, todas os jogos: às escondidas, ao apanha, aos policias e ladrões , à sirúmba...
Lá para Setembro , deixávamos as brincadeiras de rua e rumávamos às aventuras da aldeia, entre matas, hortas, entre videiras e pessegueiros, lagartixas e galinhas poedeiras, flores e canteiros à farta, tanques de lavar roupa e fontes de água leve e fresquinha. Festas castiças, gente amável e simpática aguardavam-nos e nós sabíamos.
Lá íamos, com um só destino: Alvarim, algures na Beira Alta. Para onde vais? Perguntavam-me os amigos do bairro. Eu respondia com a alma cheia: - Vou par…